Governador não descarta comemorações do Réveillon em Santa Catarina

Segundo ele, o estado tem feito a gestão da crise de acordo com a evolução dos acontecimentos

Por NSC Total 16/07/2020 - 10:15 hs
Foto: Leonardo Souza/PMF/Divulgação
Governador não descarta comemorações do Réveillon em Santa Catarina
A primeira cascata de luzes na Ponte Hercílio Luz reformada, no Réveillon de 2020

Diante do atual quadro da pandemia do novo coronavírus, estados que lideram grandes eventos de Réveillon e Carnaval como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, já admitem não realizar o Réveillon e transferir o Carnaval para junho de 2021.

Blumenau adiou e não definiu se fará este ano a Oktoberfest, a grande festa de outubro do Estado. Em entrevista exclusiva à coluna, o governador Carlos Moisés não descartou a realização de festas de Réveillon no Estado na vidada para 2021. Disse que será preciso avaliar o que acontece no dia a dia da pandemia, como estará o quadro em setembro e nos meses seguintes.

— A gente vai ter que ver o que acontece no futuro, como estaremos em setembro. Atualmente estamos com pouco mais de quinhentas mortes. Não sei se em setembro estaremos desmobilizando as UTIs ou se estaremos em falta. A corrida é no sentido do que acontece no dia a dia – disse o governador.

Segundo ele, o estado tem feito a gestão da crise de acordo com a evolução dos acontecimentos. Citou como um exemplo o fato de ter planejado hospitais de campanha e, depois, ter concluído que não seria preciso contratar.

— Se lá em agosto, setembro, outubro ou novembro tivermos uma condição de normalidade, o que é muito difícil, a gente pode pensar num final de ano muito diferente. Agora, se a gente chegar lá enfrentando ou um platô, ou um declínio lento, não sendo acentuado, a gente vai ter que manter as medidas de precaução no final de ano também, o que seria muito ruim porque temos o setor de turismo, especialmente hotelaria, bares e restaurantes, que seria muito afetado – observou Moisés.

De acordo com o governador, o desejo é sair da pandemia, mas até o final do ano não será possível por meio de vacina, que é o mais desejável. Falou que tem conversado com especialistas da área para quem uma vacina só estará disponível para toda a população em meados do ano que vem.

— Esse é um grande dilema. Como sair da pandemia? Imunizando rebanho. Como se imuniza rebanho? Vacinando. Mas não tem vacina. Esse é o nosso grande paradoxo, que precisamos enfrentar. E quem pode estar à frente desse processo? Aqueles que não são vulneráveis, que têm que continuar trabalhando, mantendo os serviços essenciais. A população terá que ser imunizada. E quem nós vamos proteger? Os idosos, os que têm comorbidades. A gente espera que o vírus saia de circulação e eles fiquem em casa – afirmou.